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Especial Melhores Filmes Gays: "Apenas uma questão de amor"

   Um filme francês muito interessante e sutil, consegue-se perceber aquele charme do país de longe, com um ar meio retrô e de simplicidade.
   Como acontece na maioria dos casos de garotos que estão se descobrindo, Laurent enfrenta grandes problemas em casa por causa de sua orientação sexual. Ele é assumido para todos, mas esconde de seus pais por eles serem rígidos e repudiarem a homossexualidade. 
   Acontece que o garoto começa a se tornar rebelde na escola, não se interessa mais pelos estudos e fica arredio com todos.
   Laurent vai morar com sua melhor amiga, afim de camuflar-se, é encaminhado para fazer um estágio, conhece então seu orientador.


(lembrando que o link do filme na íntegra e em boa definição está em nossa página na barra lateral ao lado, no ítem "Filmes e Curtas Gays".. Bom filme!)



Fotos:








   















Exposição de Arte Online: "Raphael Perez - Gay Art"

Página em Inglês: http://www.gaypaintings.com
E-mail: rafi@art4collector.com



 
"Nude male", 1998, Oil on canvas  80cm X 100cm



 "Relationship", 1997, Oil on canvas    170cm X 170cm



"Relationship", 1998, Oil on canvas    90cm X 70cm



 
"Man Giving Birth", 2001, Acrylic on canvas  120cm X 100cm



 "Man Giving Birth", 2001, Acrylic on canvas  110cm X 90cm



 "Relationship", 1998, Oil on canvas   150cm X 100cm



 "Couple Hugging", 1998, Oil on canvas    130cm X 97cm

"Pequenas coisas, mas juntos"

   É como se o dia que eu sonho nunca fosse chegar. E também, talvez não chegue. O fato é que sempre foi apenas um amor, nunca houve substituição, nunca houve um esquecer. 
   E a única coisa que me aflige e me apavora é o fato de um dia meu coração que tanto dói e te ama, parar, sem ao menos ter desafogado metade de seu mar de paixões. 
   Não sei bem o que eu quero de você, já faz tanto tempo esse sentimento, talvez seja apenas ter você ao meu lado, seja aonde for, mas com você. Aquela história de um abraço bem quente e forte, com felicidade acima de tudo. Algo que me faça fugir de tudo, ou pelo menos enquanto durar. Tomar um bom café quente num dia frio, longe das cidades do relógio, com preferência de um bom ar fresco e com um toque verde, bastante verde. 
   O que eu desejo não é muito, é somente o fato de estar com você, de fazer pequenas coisas, mas que seja ao seu lado, que façamos...juntos.


"Isso nunca foi para garotinhas"

   Isso nunca foi para garotinhas. Precisa-se de músculos fortes para dar um abraço e recebê-lo também. É um estado de desejo onde o corpo se torna inevitável, necessita de toques rígidos, sólidos.
   
   Isso nunca foi para garotinhas. Mesmo depois de sentir aqueles toques fortes e uma respiração sincera e prazerosa, ainda tem o amor. Um sentimento que foge das regras, aliás nunca houve regra para se fazer direito isso, na verdade, onde vivemos isso não é direito. 

   Isso nunca foi para garotinhas. Porque somos sentimentos de homens, somos feitos disso e para isso. É estranho, é instinto. 





"Eu posso te sentir, você existe"

   Eu queria poder ter o poder. Poder fechar a porta em que você aparece a todo momento, aflora meus sentimentos junto com suas imagens que me cercam em um mar desconhecido. Mas quando paro para pensar, realmente eu quero, eu quero continuar esse sofrimento, parece que ele me dá forças, me impulsiona, para o branco, para o incerto, o nada.
   Você parece resistir, ou pareço e apareço na ilusão. Agora já não há mais o que fazer, você está aqui, junto a mim, mesmo distante eu posso te sentir, você existe.


"30-11-1985 (nona página do caderno)"

   "Se você soubesse o quanto estou com saudades de você, de ver você. E isso dependesse, se o destino dependesse somente de mim, o fim de todo esse tormento chegaria agora. Pois eu me encontraria com você todos os dias, todos os momentos, todos os suspiros meus seriam teus. É que eu te amo. É que eu te gosto. 
    Estou com saudades, sinto que sem você me desespero. Choro por qualquer final feliz de um filme romântico.
   Minhas agonias chamam por você. Apenas meu orgulho te evita, porque todo o resto do meu corpo te espera, te deseja.
   Minhas lágrimas se manifestam, como um pedido de socorro, com que pare com todo esse tormento ou simplesmente que você cale meus gritos com seus lábios.
   Eu sei lá essa vida, que me machuca, me ama, me despreza, me faz feliz e depois me mata. Por que? Por que temos que viver tudo isso e depois tudo passar. É como se... Não sei. Meu Deus, eu quero respostas, me mostre, alguém que tenha poderes, ou que use mais que 15% do cérebro."

                                  Te amo, te quero.
 

Poesia de William Shakespeare

"De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou."

William Shakespeare

Contos de Garotos: "A sensação de suas mãos"

   Talvez eu nunca pudesse descobrir o gosto da liberdade, o gosto de ser puramente eu, sem regras ou sem ser politicamente correto. Eu tive que ir contra a maré, usei de força, muita força. Para que eu chegasse até ele, com todo esse turbilhão sobre mim, tive que andar sobre um deserto com espinhosos julgamentos, me escondi, fui bandido, mentiroso.
   Confesso que não sabia direito o que queria, estava escuro por todos os lados que eu fosse. Ele estava aqui e eu também, mas estava mais perdido do que eu. 
   Um dia, ficamos juntos, apenas isso, amigos que não conversavam, só se olhavam no ápice do desespero de querer, mas nada além. Lembro que foi um dia de reunião entre amigos, marcamos pra assistir um filme. 
   Eu sempre o queria aqui perto, mas não dava. Nem ao menos conversávamos.
   O filme havia começado, luzes apagadas, cobertas, ele estava deitado sobre o sofá e eu no chão, quase que encostado nele, eu queria e ele sabia, tanto que não evitou que eu pudesse sentir sua respiração no meu pescoço. 
   Ele sempre foi meio introvertido, bem tímido, mas sempre sabia minhas intenções, era incrível. Quando menos esperava, eu lhe pegava olhando e tentando descobrir o que eu estava pensando. 
   Deixei o braço sobre o sofá, o mais perto que pude dele, até que encostou nele. Eu achei que estava exagerando, forçando, ele não queria, nunca respondeu as minhas insinuações, porque seria agora, com todos em volta? Tentei recuar meu braço lentamente, afim de evitar com que todos percebessem que estava quase tentando o abraçar. 
   Mas ele pegou minha mão, assim mesmo, rapidamente. Eu me assustei, mas ele entrelaçou seus dedos nos meus e puxou para dentro do cobertor, discreto. 
   Eu estava nervoso, finalmente ele havia respondido os sinais que á tanto tempo venho dando. Nossas mãos começaram a suar, e eu apertei a mão dele com força, como se eu não quisesse mais soltá-la, eu estava com ele.
   O filme estava acabando, rapidamente soltamos as mãos, como se nada tivesse acontecido. Ninguém pode ver, e acho que nem ele mesmo pode sentir o que eu sentí. Ficou mais difícil ainda olhar para ele quando as luzes acenderam, e tudo voltara ao normal. Não estava tudo normal. Eu fiquei mal, fiquei perdido. Fiquei trancado naquele dia. 


   

"Velhos estranhos amigos"

   Somos hoje estranhos amigos. Somos hoje o que nunca fomos no passado. Afinal o que somos? Somos o quê hoje se nunca fomos nada no passado?
     Eu ainda posso te sentir como uma música antiga, por mais que você esteja levemente apagado dentro de mim. Eu ainda posso sentir o cheiro suave do seu perfume, por mais que esteja longe a tanto, tanto tempo.
   Minha única esperança é que você não tenha desistido de mim, mas também, nunca soube se havia ao menos insistido alguma vez. 
   Quando te vejo, nossos olhos podem conversar, se sentir, e por mais que eu esteja com um pouco mais de maturidade hoje, ainda sinto o desespero de gostar, o desejo de estar te tocando, vem tudo levemente aos pensamentos. Mas então, já passei por você, nos vimos e pronto, como se nunca tivéssemos trocado sentimentos, seja lá qual for. Você andou, desviou o olhar rapidamente, tentando manter-se neutro como se visse um estranho qualquer. Eu também me mantive. Guardei rapidamente o que ousava fugir descontroladamente de mim, e isso me questionava. Nunca pude te esquecer. 
   Como estranhos e velhos amigos. Vejo que sua vida não parou esperando que eu me recuperasse, mas é assim. Foi assim.

 
                                  Someone like you - Adele

Especial Melhores Filmes Gays: "Orações Para Bobby"

   Não sei realmente por onde começar, esse filme mexeu muito comigo, eu, Wesley. Penso como ainda existem crianças e jovens que sofrem um preconceito e um ódio tão forte, e ás vezes nem ao menos sabem o que realmente acontece para tudo isso, ás vezes não sabem o que é a homossexualidade, o por quê do silêncio sobre isso, apenas aprendem a não gostar de pessoas com esse "problema", assim mesmo, sem explicações. E esse ódio destrói famílias, destrói a felicidade de um garoto qualquer. 

Tenho amor, e gostaria muito de ajudar tantos "bobbys" que precisam de ajuda, e apenas ouvir: "Você é normal, você pode ser feliz e livre como você é".                                                  Wesley

Sinopse

   Mary (Sigourney Weaver) é uma religiosa que segue à risca todas as palavras da bíblia. Quando seu filho Bobby (Ryan Kelley) revela ser gay, ela imediatamente leva o filho para terapias e cultos religiosos com o intuito de “curá-lo”. 
   “Eu não vou ter um filho gay”. Essa é a última frase que Mary (Sigourney Weaver) disse para o seu filho, Bobby (Ryan Kelley). Ele pulou de uma ponte e acabou com sua jovem vida de 20 anos de idade. A mãe do garoto acredita que gays são pessoas que fazem sexo em banheiros públicos, depravados suscetíveis a qualquer tentação carnal e que são assim porque escolheram. Esse é o pensamento dela e também o de muitas pessoas. 

Baseado em uma história real.

Nesse vídeo mostra alguns momentos do filme, com a trilha sonora do próprio filme, se ainda tiver dúvidas em assistí-lo. 




-Na foto ao lado o jovem Bobby com sua mãe Mary Griffith.








 (Lembrando que o link do filme na íntegra e em boa definição está na nossa página na barra lateral ao lado, no item "Filmes e Curtas Gays"..  Bom filme!)


Fotos:








 








Foto Frase XIV


Foto Frase XIII


Foto Frase XII


Frase Foto XI


Frase Foto X


Frase Foto IX


Frase Foto VIII


Frase Foto VII


Frase Foto VI


Frase Foto V


Frase Foto IV


Frase Foto III


Frase Foto II


Frase Foto I


"Sonho de doente"

   Hoje eu sonhei com você. Foi um sonho bom e, você estava sem armaduras para mim. Era como uma manhã, nós estávamos deitados, o meu corpo entrelaçado ao seu, como se tivéssemos tido uma noite de entrega, uma noite intensa e, logo pela manhã, acordando ao seu lado, eu tinha certeza que aquilo não era um sonho dentro do meu próprio sonho. Eu tinha medo que aquilo fosse mentira, mas com você ao meu lado no sonho eu estava seguro, estava acreditando, me iludindo como na vida real. Mas, voltando ao sonho, estava sol nessa manhã, e eu acordava com os seus tímidos beijos, como se você não quisesse me acordar, estava bom.
    Então, meu único pensamento foi que, tudo tinha passado, todos os meus medos, minhas inseguranças, os julgamentos que machucavam minha alma, e por algum motivo me deixavam sem rumo, sem caminho, tudo havia passado, você estava agora comigo. 
   Eu queria, precisava continuar acreditando que esse sonho era real, eu já não aguento mais ter que sofrer por isso, por um momento precisava te sentir presente. 
   Mas então, esse momento se foi. Quando acordei, não estava ao seu lado, meu quarto estava escuro e sem luz, eu estava mal, mal disposto, mal de alma. E é incrível que quando penso em desistir, não consigo. É como se o destino continuasse me segurando e me dizendo- mantenha a calma, o momento vai chegar, ele vai ver que precisa de todo esse sentimento que você quer envolvê-lo. E por outro momento bem mais fácil e compreensível de entender, escuto e vejo o vazio, o nada, por máximo um escuro, nesse instante a ilusão, o iludido, o desamado, o não-correspondido, seja lá como queiram chamar um pobre doente, doente de amor. 



"Como nos filmes"

   Nunca foi como nos filmes. Talvez tudo o que eu assistisse fosse para curar, limpar a sujeira da minha real história. Eu poderia planejar o que dizer para você, e logo depois imaginar meus lábios vagarosamente tocando os teus, e você respondia, continuava me beijando, me tocando. Mas era imaginação, eu retornava á mim. 
   Eu me iludia com os filmes, completos, perfeitos, e mesmo quando a morte separava os amantes, o amor nunca acabara. E isso me levava sempre pra longe de você, de alguma forma sempre se tornava mais presente pra mim o impossível. 
   Eu até gostava disso. Apenas imaginar, seu corpo comigo, seu cheiro, seu fôlego retomando depois de sentir arrepios junto a minha pele. Mas estava cada vez mais difícil isso, quando te via me afastava, me escondia. Era como se todos soubessem o erro que eu estaria cometendo a ceder sobre esse sentimento. 
   Mas foi mais forte do que eu, foi como a força da natureza, exata, enrijecida para que eu não pudesse voltar atrás. Foi, aconteceu, mas não passou. Essa ferida ainda existe, não está cicatrizada, e por mais que me doa dizer, depois de tanto tempo longe de você, eu diria: -você ainda é meu alvo, meu calor, meu aconchego, minha segurança. Queria por alguns momentos, dias, meses ou anos, que fosse o meu felizes para sempre, assim mesmo, como nos filmes, que tanto me ilude, que tanto me dá forças.






Especial Melhores Filmes Gays: "O segredo de Brokeback Mountain"

 Considerado unânime e merecidamente pelos críticos como o melhor filme do ano, 'O Segredo de Brokeback Mountain' realmente é um show em todos os quesitos. Um filme de arte Hollywoodiano (se é que isto é possível), com uma profundidade e perfeição que o transforma em uma obra-prima.
 Com um incrível material em mão, um roteiro inteligente e humano e um elenco de jovens e talentosos astro, Ang Lee se agarra em uma segura e belíssima direção, com uma belíssima fotografia e tomadas peculiares, que dão ainda mais sensibilidade a este delicado drama, que chega para mostrar publicamente como um relacionamento homossexual também é belo, e que todos têm direiros iguais, perante à sociedade (mesmo que esta puna e seja preconceituosa) e ao coração.

Jack Twist (Jake Gyllenhaal) e Ennie Del Mar (Heath Ledger) são dois jovens que se conhecem no verão de 1963, após serem contratados para cuidar das ovelhas de Joe Aguirre (Randy Quaid) em Brokeback Mountain. Jack deseja ser cowboy e está trabalhando no local pelo 2º ano seguido, enquanto que Ennie pretende se casar com Alma (Michelle Williams) tão logo o verão acabe. Vivendo isolados por semanas, eles se tornam cada vez mais amigos e iniciam um relacionamento amoroso.

O filme realmente pode ser considerado como umas das maiores obras primas de nosso século. Ele tem um propósito, e cumpre esse propósito de maneira primorosa, em um período em que toda a mídia tenta acabar com as formas de preconceito, ele se conceitua como um dos maiores batalhadores contra o preconceito ao homossexual. O roteiro, baseado na história escrita por Annie Proulx, é denso e humano, e se baseia na essência humana, na sociedade hipócrita, no medo e na complexidade dos seres humanos. Mas acaba por fim mostrando como a vida e os relacionamentos podem ser belíssimos, independente de raça, cor ou opção sexual.
 Realmente um filme espetacular, belo e interessante. Veio com um propósito nobre: tentar humanizar a sociedade. E rezamos para que o propósito se cumpra. Novos tempos estão por vir.

Fotos: